Morreu Heloísa Teixeira, "das principais vozes do feminismo no Brasil"

A escritora brasileira Heloisa Teixeira morreu hoje, no Rio de Janeiro, aos 85 anos, anunciou a Academia Brasileira de Letras (ABL), instituição de que a autora de "Explosão feminista" era membro eleito.

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Lusa
28/03/2025 19:09 ‧ há 3 dias por Lusa

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Heloísa Teixeira morreu na sequência de uma insuficiência respiratória aguda causada por pneumonia, especificou a ABL em comunicado, sublinhando que a autora foi a décima mulher eleita para ocupar uma cadeira na instituição e "uma das principais vozes do feminismo no Brasil".

 

"Com sua sensibilidade para identificar e traduzir movimentos culturais e sociais, Heloisa foi uma figura central na valorização da poesia marginal e na construção de teorias e práticas feministas contemporâneas", acrescentou a ABL.

Escritora e professora emérita da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Heloisa Teixeira escreveu sobre a relação entre cultura e desenvolvimento, com ênfase em poesia, relações de género e étnico-raciais, culturas marginalizadas e cultura digital.

A extritora nasceu na cidade brasileira de Ribeirão Preto, em 1939. Graduou-se em Letras Clássicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), fez mestrado e doutorado em Literatura Brasileira pela UFRJ, além de pós-doutorado em Sociologia da Cultura pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

Nos últimos cinco anos, concentrou-se na produção cultural das periferias urbanas, nos movimentos feministas e no impacto das novas tecnologias e da Internet sobre a cultura.

Entre suas obras estão 'Macunaíma, da literatura ao cinema', '26 poetas hoje', 'Impressões de viagem', 'Pós-modernismo e política', 'O feminismo como crítica da cultura', 'Guia Poético do Rio de Janeiro', 'Asdrúbal trouxe o trombone', 'ENTER -- Antologia digital', 'Escolhas -- Uma autobiografia intelectual' e 'Explosão feminista'.

Em 2023, a escritora brasileira mudou seu nome para Heloisa Teixeira, deixando de ser Heloisa Buarque de Hollanda, assinatura da época em que foi casada com o advogado Luiz Buarque de Hollanda, e nome com o qual assina a obra 'Rebeldes e Marginais: Cultura nos Anos de Chumbo (1960-1970)'.

A sua trajetória também foi retratada em produções audiovisuais, como o documentário 'O nascimento de H. Teixeira', dirigido pelo seu filho mais velho, o cineasta Lula Buarque de Hollanda.

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