Em comunicado, o eurodeputado do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas substituiu a denominação usada pelo Presidente norte-americano do "Dia da Libertação" pelo "Dia da Inflação", garantindo que as medidas decididas por Donald Trump são "injustificadas, ilegais e desproporcionadas" e que a Europa vai reagir.
As tarifas "só podem conduzir a uma nova escalada tarifária e a uma espiral económica descendente para os EUA e para o mundo em geral", argumentou o alemão, garantindo que a União Europeia "vai reagir".
"Fá-lo-emos através de medidas legais, legítimas, proporcionadas e decisivas", referiu o eurodeputado, notando que será defendida a soberania europeia e vai permanecer inalterada a legislação elaborada "democraticamente e no interesse dos cidadãos da UE, mesmo que isso desagrade a alguns bilionários americanos".
"Os países que foram visados por estas medidas devem responder com uma frente unida e enviar uma mensagem clara aos EUA para que acabem com esta loucura tarifária", defendeu ainda Lange, referindo que a Europa continuará disponível para dialogar.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fará uma declaração na madrugada de quinta-feira (03:00 de Lisboa), a partir de Samarcanda, no Uzbequistão, segundo o seu gabinete.
A responsável está em Samarcanda para a primeira cimeira entre a UE e os cinco países da Ásia Central, que se realiza na sexta-feira, e na qual será acompanhada pelo presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, no âmbito da nova estratégia de abertura a novos mercados da UE-27.
Trump anunciou hoje, na Casa Branca, a imposição de "tarifas recíprocas" sobre importações, incluindo de 25 por cento sobre todos os automóveis estrangeiros.
"Não vai ser [reciprocidade] total... podíamos cobrar o total [de tarifas aplicadas por outros países]... vamos cobrar metade", disse Trump, que exibiu uma tabela com o nível das barreiras comerciais e não comerciais sobre produtos norte-americanos em vários países e mercado e o que Washington vai passar a cobrar a partir de quinta-feira.
O Presidente norte-americano apresentou a medida sobretudo como um indutor de investimento estrangeiro em fábricas nos Estados Unidos e de crescimento económico, perdido para outros países nas últimas décadas.
A 04 de março, o republicano impôs tarifas de 25% sobre as importações do Canadá e do México, mas estabeleceu uma moratória de um mês sobre os produtos provenientes destes dois países abrangidos pelo acordo de comércio livre entre estes países.
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