Gastos de Angola para importar alimentos crescem mas quantidades diminuem

O ministro de Estado para a Coordenação Económica angolano avançou esta quarta-feira que os gastos com a importação de alimentos em Angola continua numa tendência de crescimento, mas as quantidades estão a diminuir acentuadamente.

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Lusa
02/04/2025 22:26 ‧ ontem por Lusa

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Angola

José de Lima Massano, que falava na II edição do "Conversas Economia 100 Makas", uma plataforma de debate promovida pelo jornalista e analista económico Carlos Rosado de Carvalho, disse que de 2022 para 2023 registou-se uma queda de 33% nas quantidades importadas de alimentos.

 

"E caiu mais 6% o ano passado, comparativamente ao período anterior", disse o ministro, frisando que no que se refere à segurança alimentar, "o país tem que se armar, se capacitar, de forma diferente, é do mais elementar que há".

"O que está a acontecer a este nível também vemos com nota positiva, e sobretudo o espaço que continua a existir para mais investimento privado", salientou.

O governante sublinhou que a indústria transformadora "está a evoluir de forma interessante" e, em 2024, a sua contribuição cresceu com um peso para o PIB de 7,6%, contrariando o crescimento negativo do setor desde 2016.

A economia angolana, disse o ministro, apresenta ainda "grandes desafios", mas as reformas apontam para uma "direção certa" a julgar pelos resultados dos anos mais recentes, em particular 2024, salientado que o Produto Interno Bruto em 2024 registou "um crescimento bastante interessante de 4,43%" (...) o mais alto nos últimos dez anos".

Para 2025, acrescentou José de Lima Massano, as projeções indicam uma contração novamente do setor petrolífero, que o Governo quer ver compensada como o setor não petrolífero.

"A economia contraiu durante muitos anos, precisamos crescer a taxas mais altas. Ainda temos muitas dificuldades, a nossa economia já produz um pouco de tudo, mas não tem escala e por isso queremos capitalizar as estruturas já existentes, para garantir que o nosso crescimento anual médio se situe em torno dos 5%", vincou.

O governante angolano afirmou que 2024 foi o ano que a economia angolana mais criou empregos.

"Queremos intensificar, queremos dar consistência a todas as políticas que temos de estímulo à produção nacional, vamos continuar a trabalhar para a estabilização macroeconómica, particularmente no que se refere aos preços, pese embora termos que continuar a fazer a reforma de subsídio dos combustíveis, da água e da luz, para trazermos esses serviços com os benefícios e mais angolanos possam tirar benefício da economia e do potencial de Angola", vincou o ministro.

De acordo com José de Lima Massano, o saldo da conta corrente tem-se mantido positivo, as reservas internacionais também estão "bastante estáveis" e cobrem mais de sete meses de importações.

O crédito à economia está a crescer, mas o peso no Produto Interno Bruto é de apenas 1%, referiu, considerando que "é muito baixo" e defendendo que atingir o dobro apresentado, admitindo que o acesso ao crédito é ainda uma das principais dificuldades para as empresas e investidores.

Leia Também: OE de Angola beneficia de 179 milhões por mês devido a acordo com a China

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