Rússia lamenta "violação das normas democráticas" na condenação de Le Pen

A Rússia condenou hoje a "violação das normas democráticas" em França por a líder da extrema-direita, Marine Le Pen, ter sido declarada inelegível durante cinco anos devido a desvio de fundos públicos.

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© Telmo Pinto/NurPhoto via Getty Images

Lusa
31/03/2025 12:43 ‧ há 3 dias por Lusa

Mundo

Marine Le Pen

"Cada vez mais capitais europeias estão a tomar o caminho da violação das normas democráticas", comentou o porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, ao ser questionado sobre a condenação de Le Pen.

 

Peskov disse também que a decisão é "um assunto interno de França", segundo a agência francesa AFP.

Marine Le Pen e oito eurodeputados franceses do seu partido União Nacional (RN) foram hoje considerados culpados de desvio de fundos do Parlamento Europeu pelo Tribunal de Paris.

Le Pen, 56 anos, foi condenada a cinco anos de inelegibilidade com execução imediata, o que a impedirá de se candidatar às presidenciais previstas para 2027.

O tribunal também a condenou a quatro anos de prisão, dois dos quais serão cumpridos com pulseira eletrónica.

O tribunal considerou que foram desviados 2,9 milhões de euros durante mais de 11 anos, por os eurodeputados do RN terem feito com que "o Parlamento Europeu pagasse a pessoas que estavam efetivamente a trabalhar para o partido" de extrema-direita.

Com os comentários de Peskov, a Rússia juntou-se a líderes da extrema-direita política europeia que criticaram a condenação em França de Marine Le Pen.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, manifestou apoio a Le Pen com uma mensagem simbólica nas redes sociais: "Je suis Marine" (Eu sou Marine).

Tanto o partido Fidesz de Orbán como o RN de Le Pen fazem parte do grupo dos Patriotas no Parlamento Europeu.

O grupo inclui também a Liga de Matteo Salvini, que lamentou que em França se queira excluir a sua aliada da vida política.

"Aqueles que têm medo do julgamento dos eleitores encontram frequentemente paz de espírito no julgamento dos tribunais", afirmou, citado pela agência espanhola Europa Press.

Salvini, que associou a sentença à desqualificação do candidato romeno pró-russo Calin Georgescu, considerou tratar-se de "uma declaração de guerra de Bruxelas".

Referiu que ocorre numa altura em que "os impulsos bélicos de [Ursula] von der Leyen e [Emmanuel] Macron são assustadores", referindo-se aos presidentes da Comissão Europeia e de França, respetivamente.

"Não nos vamos deixar intimidar", acrescentou Salvini, que é vice-primeiro-ministro italiano no governo de coligação chefiado por Giorgia Meloni.

Leia Também: "Je suis Marine". Órban manifesta apoio a Le Pen após condenação

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